Quando começamos isto, em 2016, a palavra "dados" ainda dividia espaço com planilhas em e-mails copiados a quinze pessoas. "Machine learning" era assunto de poucos. "IA generativa" não existia no vocabulário de ninguém.
Em uma década, vimos o mundo girar. Vimos meninas e meninos que começaram tímidos numa primeira palestra subirem ao palco anos depois. Vimos profissionais mudarem de carreira aqui dentro. Vimos amizades, namoros, sociedades, startups, livros e teses começarem em uma roda de conversa do #BDBE.
Não foi a tecnologia que fez isso. Foram vocês.
Vocês trouxeram suas dúvidas, suas certezas, seus erros, suas vitórias. Trouxeram seus filhos para conhecer o evento. Trouxeram seus times. Trouxeram, sobretudo, vontade — aquele tipo de vontade que não cabe num indicador.
Agora, ao encerrarmos o capítulo do BDBE, queremos dizer com todas as letras: nada do que viveremos a seguir, na chamada era da IA, faria sentido sem o que vivemos aqui. As inteligências artificiais aprenderão com tudo o que escrevemos. Mas o que nos uniu durante esses dez anos — o cafezinho, o crachá amassado, o "vamos marcar?" — isso, nenhum modelo treina. Isso só se vive.
Com gratidão imensa,
— a família #BDBE